Resumo
Mariana Costa, após ser diagnosticada com uma leve úlcera gástrica durante uma consulta matinal no hospital, seguia para casa com um sentimento de melancolia. Seus passos a conduziram, quase que instintivamente, até um café chamado 'Sampthum', cuja fachada desconhecida a atraiu de repente. Ao adentrar o estabelecimento, ela se deparou com um homem, sorrindo por trás do balcão, que era a imagem exata de seu colega designado para o exterior. Tomada pelo espanto e pela inquietação, logo após sair do local, ela recebeu a notícia de que o referido colega havia falecido repentinamente.
Alguns dias depois, imersa em uma atmosfera pesada, ao retornar ao 'Sampthum' ela avistou a figura de sua prima, cujo rosto lhe era familiar desde a infância. Apesar dos cumprimentos trocados com um sorriso caloroso, poucos minutos depois novas notícias chocantes chegaram. Enquanto pessoas próximas a ela iam perdendo a vida uma após a outra, uma sombra começou a se instalar em seu coração.
Eventualmente, ela notou seu antigo professor da universidade, que silenciosamente permanecia em um canto do café. Aquele sorriso acolhedor que antes embalara histórias do passado desapareceu num piscar de olhos, restando apenas murmúrios vagos. Em meio a uma mistura de temor e curiosidade, Mariana Costa decidiu desvelar o mistério oculto no 'Sampthum'.
Numa noite, durante uma nova visita, sob uma iluminação tênue e diferente do habitual, ela se posicionou diante de um espelho envelhecido no fundo do estabelecimento. No reflexo, as feições das pessoas que encontrara se sobrepuseram, formando uma única imagem. Atordoada, ela compreendeu que aquilo não era outra pessoa, mas sim a própria manifestação de seu passado, presente e futuro – um reflexo de si mesma. O 'Sampthum' era uma porta ilusória situada entre a morte e o renascimento, uma projeção do destino que residia em seu interior.
Conclusão – Todos os encontros foram tristes presságios do seu próprio fim. No momento derradeiro, a imagem de Mariana Costa no espelho sorriu enquanto murmurava: "Talvez minha existência já estivesse finda." Com essas palavras, ela foi devagar, sendo absorvida pelo limiar entre a realidade e a ilusão, até desaparecer por completo.

















































