Como Antigamente

2025/3/26

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Resumo

Carlos Silva era um funcionário comum vivendo uma rotina monótona. Um dia, enquanto passeava pelo shopping com sua família, uma pintura antiga chamou sua atenção. A obra exalava uma nostalgia inexplicável, e Carlos disse à sua esposa: "Vou dar uma olhada," e seguiu sozinho em direção à pintura.

Então, diante da pintura, ele avistou sua antiga amante, Rita Costa. Com o coração apertado pela surpresa e nostalgia, os dois se encontraram com olhares que diziam mais do que palavras. Rita pronunciou calmamente palavras como se fosse um encantamento, e num instante ela foi envolvida por uma luz resplandecente.

No instante seguinte, Carlos se viu em um parque familiar. O local evocava os dias passados há dez anos, impregnado de memórias da infância, enquanto uma atmosfera serena, porém inquietante, permeava o ambiente. Rita caminhava lentamente, relembrando com naturalidade as promessas que fizeram e os sonhos de um futuro que um dia imaginaram.

Contudo, com o passar do tempo, Carlos começou a sentir uma estranheza. Nos detalhes da conversa, surgiam memórias que ele jamais conhecera, e até mesmo a paisagem parecia tremular sutilmente. E foi então que, de súbito, percebeu que Rita, à sua frente, oscilava como uma sombra translúcida.

Nesse momento, Carlos foi confrontado por uma verdade chocante. Aquela que ele acreditava ser sua antiga amante não passava de uma personificação das memórias esquecidas de si mesmo. Todos os acontecimentos – a pintura, o encantamento, o parque – que o atraíram com tamanha nostalgia, eram apenas artifícios para reacender a paixão e os sonhos de sua juventude.

De repente, a paisagem se dissipou como névoa, e Carlos se encontrou de volta ao shopping. A pintura havia desaparecido, e sua esposa o indagava como se nada tivesse ocorrido. No caminho de volta, ele notou um pequeno pedaço de papel abandonado. Nele, em letras esmaecidas, estava escrito: "O tempo está sempre dentro de você".

Naquele instante, Carlos compreendeu. Aquela estranha experiência não era fruto de uma magia externa, mas uma viagem ao seu próprio interior, um reencontro com o eu de outrora. A dolorosa redescoberta de si mesmo, onde realidade e memória se fundem, passou a lançar uma sombra silenciosa, porém eterna, sobre sua rotina.


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