Resumo
Era uma vez, em uma pequena cidade chamada Documentópolis, onde todos os moradores levavam a sério a famosa frase: "Escrito está, está escrito!". Os cidadãos acreditavam que tudo deveria ser documentado, até mesmo as situações mais inusitadas. Um deles, o advogado Manuel, era obcecado por contratos e outros papéis.
Certa vez, Manuel percebeu que seu vizinho, o Carlos, tinha uma vaca que parecia estar mais gorda do que antes. Desconfiado de que a vaca de Carlos estava sendo bem tratada, ele decidiu fazer um contrato. "Se você não me mostrar o que dá para a sua vaca, eu tomarei medidas legais!", ameaçou. Carlos, confuso e rindo da situação, acabou concordando, imaginando que tudo não passava de uma brincadeira.
Manuel então fez o que achava ser o correto e escreveu um tratado detalhado sobre o que Carlos deveria dar à sua vaca. O que ninguém sabia era que, enquanto se distraía com a papelada, a vaca foi feita de alvo por um grupo de ladrões noturnos. Na manhã seguinte, Manuel se deparou com uma carta irônica pendurada na porta de sua casa: "Tivemos que levar a vaca. Não achamos nada nos documentos sobre isso!" Todo o esforço de Manuel para garantir a segurança da vaca se voltou contra ele.
Desesperado, Manuel decidiu buscar justiça. Ele se apresentou ao tribunal com um novo documento, alegando que os ladrões violaram as regras do contrato. O juiz, segurando a barriga de tanto rir, fez questão de deixar claro: "Meu amigo, neste caso, 'escrito está, está escrito!' é a última coisa que você deve se preocupar. A única coisa que temos aqui é uma boa história de coração leve e uma vaca em apuros!" E assim, Manuel aprendeu a dura lição sobre a vida e a importância de, às vezes, deixar as coisas livres, ao invés de amarrá-las a papéis.












