Resumo
A Fera e o Cavalo
Era uma vez, num vilarejo distante, um lobo astuto e faminto que caminhava pela floresta. Ele sempre teve o péssimo hábito de enganar as criaturas que encontrava. Um dia, ao ouvir o relincho de um cavalo que estava preso em uma cerca enferrujada, o lobo teve uma ideia maligna. "Ah, que dó desse pobre cavalo!", pensou ele, enquanto seus olhos brilhavam com a fome. "Vou fazer um grande ato de compaixão."
Aproximando-se lentamente, o lobo fez uma cara amigável e começou a elogiar o cavalo. "Você é tão bonito e forte! Seria uma pena que um ser tão magnífico ficasse preso aqui. Deixe-me ajudá-lo." O cavalo, desconfiado, hesitou, mas a promessa de liberdade era tentadora. O lobo, com suas palavras doces como mel, convenceu o cavalo a confiar nele e em sua "bondade".
Finalmente, o lobo conseguiu abrir a cerca, mas, em vez de libertar o cavalo, rapidamente o arrastou para a floresta. Ele estava faminto e, apesar de sua farsa de compaixão, pretendia devorá-lo! Com um sorriso cruel, o lobo começou a planejar como poderia desfrutar do banquete. No entanto, no último momento, ele se lembrou de suas promessas e decidiu "deixar" o cavalo com uma última gentileza: apenas a cauda e a crina, para que ele pudesse "lembrar" desse encontro.
Assim, o lobo se afastou satisfeito, deixando para trás um cavalo triste e mutilado, enquanto gargalhadas ecoavam através da floresta. A lição ficou clara para todos: nem sempre aqueles que aparentam compaixão têm boas intenções; às vezes, a aparência de bondade pode esconder uma fome insaciável e um coração frio. E assim, o ditado se provou verdadeiro: o lobo, que parecia tão solidário, não passou de um artista do engano.




