Resumo
Era uma vez um casal chamado Clara e Marco, que viviam em uma pequena cidade cercada por florestas densas. Embora parecessem felizes, Clara frequentemente sentia um vazio dentro de si que não conseguia explicar. Em noites sem lua, ela sonhava com sombras que dançavam ao redor de sua casa, como se algo estivesse esperando para entrar. Marco, por outro lado, era um homem de poucos sentimentos, sempre mergulhado em seus próprios pensamentos. Eles eram, como o ditado diz, "um ajuntamento de estranhos".
Certa noite, Clara decidiu explorar a floresta. Enquanto caminhava entre as árvores, sentiu uma presença estranha a observá-la. O ar ao seu redor parecia pesado, e as folhas sussurravam segredos que ela não podia entender. Subitamente, encontrou uma cabana abandonada, e a curiosidade a levou a entrar. Dentro, havia fotos empoeiradas de casais que pareciam estranhos, e seus olhares eram fixos e penetrantes. Quando Clara tocou uma das fotos, uma onda de frio a atravessou, e ela sentiu uma ligação inexplicável com aqueles rostos.
Ao retornar para casa, Clara percebeu que Marco estava diferente. Ele a encarava com um olhar sombrio, como se estivesse perdendo sua humanidade. As noites agora eram preenchidas por discussões e silêncios carregados de tensão. Clara descobriu que os sonhos que tinha estavam conectados à cabana e aos casais nas fotos. Decidiu confrontar Marco sobre suas mudanças estranhas, mas ele apenas murmurou que "as pessoas são capazes de se tornarem estranhas" quando estão longe de quem amam.
Desesperada, Clara voltou à cabana em busca de respostas. Lá, encontrou um diário que pertencia a um dos casais nas fotos. As páginas revelavam um pacto sombrio, onde o amor havia se transformado em obsessão e traição. Clara percebeu que a escuridão que havia se apoderado de Marco era um reflexo da história. Portanto, as palavras "um ajuntamento de estranhos" ecoavam em sua mente. O amor poderia ser doce, mas também poderia se tornar a fonte de um terror inexprimível, onde a linha entre amor e ódio se tornava cada vez mais tênue. Clara decidiu que precisava quebrar o ciclo antes que fosse tarde demais, não apenas para si mesma, mas também para o homem que um dia amou.



