Resumo
O Olhar Branco
Era uma vez uma pequena aldeia que vivia em harmonia, onde todos se conheciam e cuidavam uns dos outros. No entanto, um estranho começou a aparecer nas ruas, sempre com um olhar penetrante e branco, que parecia atravessar a pele das pessoas. Ele caminhava lentamente, com um manto esfarrapado, e ninguém sabia de onde veio. Aqueles que não desviavam o olhar sentiam um frio na espinha, como se sua essência estivesse sendo sugada.
Os habitantes logo começaram a perceber que aqueles que encaravam o estranho não eram mais os mesmos. Suas personalidades mudavam; tornavam-se apáticos e cheios de medo. As crianças falavam sobre um “mau espírito” que rondava a aldeia à noite, e muitos juravam que o homem de olhar branco era o causador de todos os seus pesadelos. A desconfiança aumentava, e as portas das casas foram trancadas mais cedo.
Certa noite, um jovem corajoso decidiu confrontar o estranho. Armado com uma lanterna e determinação, caminhou até o centro da aldeia, onde o homem estava parado, olhando para o vazio. Ao encontrar seu olhar, sentiu uma sensação de queda, como se estivesse sendo puxado para um abismo profundo. Ele tentou desviar o olhar, mas algo inexplicável o prendia, e a luz de sua lanterna começou a falhar.
No dia seguinte, o jovem foi encontrado perdido em estado de choque, com os olhos completamente brancos e sem reconhecer ninguém. Ele se tornara mais uma vítima do olhar do estranho. A partir daquele dia, a aldeia soube que o manto do desconhecido não era apenas uma vestimenta, mas um símbolo do que acontece quando se enfrenta o que está além da compreensão humana. Com medo, os aldeões finalmente tomaram uma decisão: nunca mais olhar para o homem de olhar branco novamente. Assim, a lenda do olhar branco continuou, um aviso escondido nas sombras da noite.









