Resumo
A Criatura Sem Pelos
Era uma vez, em uma pequena aldeia rodeada por densas florestas, uma lenda sobre uma criatura estranha conhecida como "o macaco sem pelos". Os aldeões contavam que este ser, com sua pele pálida e a pele esticada sobre os ossos, vagava à noite, espreitando aqueles que se atreviam a sair de suas casas após o pôr do sol. Diziam que ele não conhecia a compaixão e não tinha coração, se alimentando do medo e da tristeza dos inocentes.
Certa noite, uma jovem chamada Clara decidiu desobedecer a sua mãe e sair para a floresta. Ela estava curiosa para ver se a lenda era verdadeira. Armava-se apenas com uma lanterna e uma coragem que logo se transformaria em pavor. À medida que se aprofundava na floresta, os sussurros do vento pareciam formar palavras, warnando-a para voltar. Mas orgulho e curiosidade a mantinham firme, até que algo a fez parar — um grito agudo, como o lamento de uma alma perdida.
Clara congelou de medo. Uma sombra se moveu entre as árvores, seus olhos brilhando como lendas de estrelas. Era o macaco sem pelos! Sorrindo com uma expressão grotesca, ele se aproximou, seu corpo repulsivo refletindo a luz da lanterna. "Você ousou vir até aqui, pequena humana?", perguntou ele, sua voz arrastada como se ecoasse de um lugar profundo e esquecido. Clara sentiu seu coração acelerar, reconhecendo a futilidade de sua bravura.
Com um movimento ágil, a criatura agarrou Clara. “Você não tem ideia do que eu sou”, sussurrou ele, enquanto sua risada ecoava pela floresta. Os avisos dos aldeões retornavam em sua mente, e naquele momento terrível, Clara percebeu que a lenda era verdadeira. O macaco sem pelos não era apenas uma criatura, mas a personificação do egoísmo e da traição, que vagava pela escuridão, esperando por aqueles ingênuos o suficiente para ignorar as histórias que falavam sobre sua natureza cruel. E assim, ele levou Clara para longe, um lembrete sangrento de que, às vezes, a curiosidade pode custar muito mais do que se imagina.

