Resumo
Carlos Souza, em meio ao silencioso amanhecer de sempre, inicia sua jornada como funcionário da Nambu Automóveis. Com documentos destinados à sede do grupo em mãos, ele segue com passos pesados rumo à cidade de Nanbu. Contudo, ao chegar à empresa, não recebe sequer uma orientação simples na recepção, sendo direcionado da sala de reuniões para o departamento administrativo e, em seguida, para o departamento de tecnologia. Como se estivesse vagando por um imenso labirinto, uma sensação de inquietude apertava seu peito.
À tarde, a única opção designada para aguardar a aprovação foi um antigo alojamento de funcionários. Corredores pouco iluminados e ar frio faziam daquele lugar um ambiente que exalava uma atmosfera pesada, lembrando uma sala de um castelo medieval. Conforme o tempo de espera se prolongava, fenômenos estranhos começaram a ocorrer um após o outro. Os olhares frios dos colegas que se cruzavam pareciam um aviso silencioso, enquanto sombras misteriosas surgiam nos pisos e paredes, sinalizando a anormalidade dos acontecimentos.
Durante a noite, quando todos já haviam adormecido, Carlos, atento aos sussurros que ecoavam em um canto do alojamento, ouviu a história de um funcionário veterano. Em voz baixa, o homem revelou que, outrora, aquele alojamento fora, na verdade, o vestígio de um antigo castelo, e que o Grupo Nanbu o utilizava como campo de experimentos para manipular as mentes e percepções das pessoas. "O fato de terem sido passados de departamento a departamento não foi por acaso. Vocês estão isolados entre a realidade e a ilusão como parte de um grandioso experimento nosso", disse ele.
Em meio à surpresa e à confusão, Carlos foi cada vez mais atraído pelos fenômenos inexplicáveis ao seu redor e pelas enigmáticas palavras do funcionário veterano. Quando um vento frio varreu o corredor e as luzes do alojamento oscilaram de repente, ele foi instintivamente levado para as profundezas. Atrás de uma porta que se abriu na penumbra, um som misterioso pulsava como se estivesse vivo.
E então, o surpreendente desfecho se revelou. No instante em que abriu a porta, Carlos percebeu que nada era como parecia e que tudo fazia parte de um grandioso experimento mental orquestrado pelo Grupo Nanbu. Todo o encaminhamento entre os departamentos e o tempo de espera no alojamento não passavam de um prelúdio para aprisioná-lo, como um "sujeito experimental", para sempre naquele castelo-labirinto. No momento em que deu um passo em busca da luz, o alojamento se fechou silenciosamente, mas de forma definitiva, transformando-o numa parte peculiar de um castelo do qual jamais conseguiria escapar.














